segunda-feira, 30 de setembro de 2013
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"Esquecer uma mulher inteligente custa um número incalculável de mulheres estúpidas." António Lobo Antunes.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Amor-próprio
Por muito que nos magoem, por muito que não entendamos o porquê de tanta coisa, sei que o importante é manter a cabeça e o coração limpos. Hoje acordei cansada de mim própria e tive que me dar um abanão.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
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O meu Rex deixou-nos na madrugada de quinta para sexta desta semana. Foi tudo inesperado, demasiado inesperado. Eu sabia que ele tinha 13 anos, mas havia alturas que eu acreditava que ele poderia viver para sempre... Infelizmente, uma complicação grave no estômago, isto é, uma torção gástrica fulminante, ditou uma corrida às urgências do hospital veterinário.
O risco que envolveria a operação num cão idoso, operado anteriormente, não chegaria para o salvar... Apesar de tudo, sei que o sofrimento dele não se alongou e tive mesmo que me despedir dele. Foi dos momentos mais horríveis da minha vida... Já me despedi de muitos entes queridos, mas a dor daquele adeus foi dilacerante. Abracei-o com toda a força e disse-lhe que nunca o deixaria de amar... Sei que, de alguma forma, ele compreendeu tudo o que se estava a passar. Arfava cansado, mas senti que nos olhava em paz...O veterinário perguntou-nos se queríamos assistir ao abatimento, mas nem eu, nem o meu pai tivemos coragem... Viemos para casa em silêncio, a chorar, de coração apertado...
Já passaram alguns dias e rotina desta casa já não é a mesma. Ainda o ouço e ainda tenho a tentação de o chamar. Sei, no entanto, que a vida é mesmo assim e fica a saudade. Foi tão feliz, o meu menino. Nunca, nunca o irei esquecer. E sim, todos os cães merecem o Céu.
sábado, 10 de agosto de 2013
Goju Ryu
Quando o coração e a cabeça estão em desequilíbrio, procuram-se soluções. Muitas estão ainda por encontrar, mas há uma que me cativou há já duas semanas - o Goju Ryu - a arte marcial que procura o equilíbrio e que se caracteriza pela conjugação única entre técnicas duras e ágeis com movimentos suaves. Neste momento, sou a única espécie feminina numa turma de homens feitos e outros em vias de o serem um dia. No entanto, fui, desde o primeiro dia, bem recebida e ninguém me trata de forma diferente só por ser mulher e/ ou completamente inexperiente nesta arte marcial. Na turma há respeito pela arte, pela técnica e pelo outro. Os kata (movimentos de defesa e ataque) são exigentes, as quedas ao chão já são muitas e somam-se algumas nódoas nos braços e pernas. No entanto, posso dizer que estou a gostar mesmo muito. Estou, lentamente, a aprender a importância do equilíbrio do corpo com a mente. Aprender a focar e a respirar. Há, claro, um longo percurso a decorrer até me tornar uma "karaté kid", mas não poderia ter escolhido melhor actividade.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
verão
Ninguém pode negar que o verão é maravilhoso. Faz milagres ao humor das pessoas. Sentem-se leves e os problemas deixam de existir. O tempo flui. Desligam-se das tristezas. Desligam-se de quem esteve presente nos meses em que o sol não brilhava. No verão, o Facebook enche-se de imagens deliciosas. Corpos sedentos de sol, praia, bebidas frescas e óculos de sol. Amigos às toneladas. No verão há amigos, porque no verão não há preocupações. Depois, quando esta época mágica terminar e os meses de chuva e frio trouxerem de volta a realidade, os amigos (de ocasião) desaparecem, porque têm vida própria e porque simplesmente já não têm tempo.
terça-feira, 18 de junho de 2013
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Dei e recebi. Vivi alegrias e acabei por sentir amarguras. Muitas. E, hoje, trago no peito um coração magoado que pede ao tempo que o ajude a sarar. Não me arrependo do que fui, nem do que sou. Sempre eu, sempre íntegra. Hoje sou vulnerável, amanhã talvez menos. Acredito que somos sempre mais fortes do que julgamos. Todos aqueles que praticam o bem, acabam por encontrar a felicidade. Ela existe. Eu sei que sim.
sábado, 18 de maio de 2013
domingo, 31 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
2013
Pois lá estive eu em Chaves a celebrar a entrada em 2013. Comida maravilhosa, gente sempre simpática, beijinhos e abraços, e uma selecção musical algo duvidosa, que ia desde o hit "Gangnam Style" ao velhinho "Apita o Comboio". Era a mais velha no meio da juventude flaviense, mas, contrariamente ao que pensei, não me senti "deslocada". Pela madrugada, fui na "excursão" aos bares da cidade, o que se traduziu numa aventura um pouco estranha, mas memorável.
Não sei bem se estou optimista ou pessimista em relação a este 2013, nem quero pensar muito em "resoluções de ano novo". A ver vamos, a ver vamos...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
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Desde o primeiro episódio que adorei a série "How I Met Your Mother". Adorei as personagens, os enredos divertidos, enfim, tudo. A série está, actualmente, na oitava temporada e, infelizmente, já não me consegue prender. O efeito "pastilha elástica" chegou a esta série e sinto-me traída, com vontade de dar um pontapé a cada actor/actriz, argumentista e criadores juntos. Todos. Uma desilusão. Enrola, enrola, estende e torna a enrolar... Tenho continuado a ver, sempre na esperança que o novo episódio recupere o "pãozinho sem sal" do episódio anterior. Nada... Tudo na mesma como a lesma. O sucesso da renovação das séries mais conhecidas deve-se à entrada e saída de personagens. Caras novas e histórias novas cativam audiências. Na HIMYM nada disso acontece. Acomodaram-se, simplesmente acomodaram-se. A série precisa de um refresh urgente ou, o mais acertado, simplesmente parar.
Entretanto, queria seguir Downton Abbey, entre outras igualmente boas, mas acabo sempre por dizer que não tenho tempo e, não sei como, sempre que o meu irmão está colado em The Walking Dead, acabo por me colar também. Sinceramente, não sei o que se anda a passar com os meus gostos.
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